O conceito de arquivo na arte contemporânea evoluiu de um repositório estático para um dispositivo dinâmico e criativo que não apenas preserva a memória, mas também gera novas narrativas e reflexões críticas. Os arquivos de artista, que incluem materiais diversos, como esboços, fotografias e cartas, oferecem uma compreensão profunda do processo criativo e da identidade do artista. Esses arquivos não são meros instrumentos de preservação, mas verdadeiros “ecossistemas culturais” que entrelaçam dimensões pessoais e coletivas, desafiando as categorias tradicionais de tempo e espaço. Tornam-se, assim, instrumentos de resistência e de crítica ao sistema da arte, transcendendo a lógica da obra de arte enquanto objeto de consumo. Por meio da seleção e da organização dos materiais, o artista constrói um autorretrato arquivístico, moldado por dinâmicas políticas e sociais. Os arquivos de artista refletem, portanto, um diálogo entre memória e esquecimento, entre ordem e caos, oferecendo novas perspectivas para o futuro.
Arquivos de artista e práticas contemporâneas: entre autorrepresentação, memória e resistência cultural / Annantonia Martorano. - In: OFFICINA. - ISSN 2764-7773. - ELETTRONICO. - (2026), pp. 1-22.
Arquivos de artista e práticas contemporâneas: entre autorrepresentação, memória e resistência cultural
Annantonia Martorano
2026
Abstract
O conceito de arquivo na arte contemporânea evoluiu de um repositório estático para um dispositivo dinâmico e criativo que não apenas preserva a memória, mas também gera novas narrativas e reflexões críticas. Os arquivos de artista, que incluem materiais diversos, como esboços, fotografias e cartas, oferecem uma compreensão profunda do processo criativo e da identidade do artista. Esses arquivos não são meros instrumentos de preservação, mas verdadeiros “ecossistemas culturais” que entrelaçam dimensões pessoais e coletivas, desafiando as categorias tradicionais de tempo e espaço. Tornam-se, assim, instrumentos de resistência e de crítica ao sistema da arte, transcendendo a lógica da obra de arte enquanto objeto de consumo. Por meio da seleção e da organização dos materiais, o artista constrói um autorretrato arquivístico, moldado por dinâmicas políticas e sociais. Os arquivos de artista refletem, portanto, um diálogo entre memória e esquecimento, entre ordem e caos, oferecendo novas perspectivas para o futuro.I documenti in FLORE sono protetti da copyright e tutti i diritti sono riservati, salvo diversa indicazione.



